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Bem vindos ao Barracão D`Angola

Centro cultural permanente da vila de Serra Grande , Uruçuca , Bahia e casa/ escola do centro de Capoeira Angola OuroVerde

direção : Cabello e Tisza

Horarios de atividades :    IMG_4284

Segundas , Quartas e Sextas-

  • 8:30-9hs Treino básico de Capoeira Angola ($20 reais por aula)
  • 16:30 -17:15hs Capoeira Angola, musica e percussão para crianças de 3 a 6 anos ($20 reais por aula)
  • 17hs -18hs Capoeira Angola , musica e percussão para crianças de 7 a 13 anos ($20 reais por aula)
  • 18:00- 20hs Capoeira Angola , musica e percussão para adultos a partir dos 13 anos ($20 reais por aula)

Terças e quintas

  • 8hs -9:30hs Capoeira Angola para iniciantes ($20 reais por aula)
  • 16:30hs as 17:15hs Aula de capoeira Angola , musica e samba para crianças de 2 a 3 anos
  • 17:30 as 19hs Aula de Dança Afro e  tambores / batucada ($20 reais por aula)

 Sabados 

  • 10hs Roda de Capoeira Angola
  • 17hs Ensaio do grupo de batucada Trovão da Serra 009 (9)

Iniciamos nosso trabalho em 2003 na Fazenda Cultural Ouro Verde e somos a iniciativa Sócio-educacional de ação continua e mais antiga da Vila de serra Grande. Nosso Evento DanceBatuKeira tem atraído para região nos últimos anos mais de duas mil pessoas contribuindo diretamente com o comércio da região e da Vila de Serra Grande.Estamos hoje aqui reunidos em uma ação comunitária de arrecadação de recursos para a continuação da construção da sede própria do: Centro Cultural Barracão D`Angola.

 

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Serra Grande – através de atalhos e matas às praias idílicas

Texto e fotos: Aleksandra Minić
O espírito verdadeiro da Bahia pude sentir nas vilas onde reina o ritmo normal da vida baiana. Aqui o tempo passa lento e tranquilo. Tão lento e tranquilo que parece que está sempre com sono. O povo da Bahia é bem famoso por isso. Serra Grande foi o meu ultimo destino onde passei a maior parte do meu tempo. Aqui está localizado o Centro de Capoeira Angola OuroVerde no Barracão D’Angola, algo parecido com o nosso Centro de Capoeira Angola onde dou aula, mas de forma muito mais desenvolvida.
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É liderado por Mestres Cabello e Tisza. Apesar de estar ainda em construção, o Barracão recebeu o premio de Ponto de Cultura. Um lugar cheio de espírito e inspiração, da Capoeira boa, da dança Afro, da percussão. Um Centro de encontro da comunidade local, mas também das pessoas do mundo inteiro atraídas pela Capoeira, como eu, ou percussão. Não só os fãs, mas também os Mestres e os músicos profissionais. Assim me encontrei na companhia dos brasileiros, mexicanos, americanos, israelenses, russos, húngaros, espanhóis, argentinos, turcos e outros.
A praça localizada no centro da vila de noite vira ponto principal de encontro onde podemos passar o tempo com amigos. Uma vez por mês aqui ocorre um festival com programa rico e com barracas onde se vendem artesanatos. Esqueça as redes sociais porque Internet aqui nem funciona muito bem. Tem um sinal fraco para celular, mas normalmente não tem nenhum. Em vez disso, desfrute da natureza, da Mata Atlântica que cobre a região toda, das praias de sol a 10 minutos do centro de ônibus, de passar o tempo com os amigos o dia todo, no papo, nas conversas ao vivo.
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Se passa seu tempo com um montão de gente como eu, prepare-se para pegar caronas no tronco de carros ou jipes. É uma boa aventura porque as estradas são conhecidas pelos buracos profundos que os locais geralmente evitam com muito estilo… geralmente. O espírito desse lugar me lembrou da Sérvia mais que outros lugares. Tivemos um carro que eu adorava, parece o carro de Nick Slaughter (personagem de uma série de TV famoso na Sérvia). O carro é todo desmoronado, só pega empurrado. Quando você o dirige, pode contar que vai acabar numa vala empurrando-o para cima porque não conseguiu pegar empurrando-o para baixo.
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Fui hospedada na fazenda Ouroverde do Cabello e da Tisza no meio da mata. Uma estrada de terra leva para a fazenda e num ponto é cortada por um ribeirão. Não poderá contornar o ribeirão e não existe ponte, então terá que passar pisando na água. Fazenda é um lugar onde você pode conhecer o poder verdadeiro da natureza, onde crescem as palmeiras, os coqueiros, as bananas, o cacau. A costa inteira se chama Costa de Cacau. O que te deixa espantado são as cores das plantas, das flores e até dos pássaros – verde, amarelo, vermelho, turquesa. Indescritível é parar e ouvir o som da floresta e da chuva. Os grilos, os insetos e os pássaros, e até uns sons da noite que, como me explicaram depois, vêm de um tipo de macacos.
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Como opção para tomar banho tivemos também uma bonita lagoa na fazenda. Foi feita com a construção de uma represa no ribeirão. Do outro lado da represa fica uma linda cachoeira que também serve como chuveiro natural. A água dos rios é um pouco turva. A primeira vez que entrei na água pensei no que meus pais diriam se pudessem me ver. Mas todo mundo toma banho lá então tive que mostrar a coragem de uma sérvia verdadeira.
A água é quente, nos rios e no mar. Com o sol você fica perfeitamente bronzeado mas tem que usar o protetor solar. Por causa da minha pele bem branca que machucava os olhos dos outros visitantes da praia, brincaram me chamando “leite”. Quando peguei um pouco de sol, era “café com leite”.
Já falei que o povo é maravilhoso?
A praia que fica mais perto é Prainha. Não é muito boa para tomar banho, mas tem uma vista fantástica. Somente a 15 minutos do centro fica a praia longa com 40 km entre Serra Grande e a cidade de Ilhéus. Tem correntes fortes e ondas altas, por isso siga o limite até onde vão os locais e não vá mais longe, eles sabem porque. Poderá sentir a corrente enquanto puxa a areia de baixo dos seus pés.
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A vida acontece aqui, no bar, na praia. Em baixo da cobertura feita de material natural com coco, cerveja ou caipirinha na mão. Perto também fica uma cidade chamada Itacaré onde pode achar praias mais bonitas. Há também praias escondidas, onde caminhamos em trilhas na mata para, num momento, se abrir o horizonte azul à sua frente e com uma vista incrível.
A primeira vez que se vê o céu estrelado no hemisfério sul, fica em sua cabeça.
De noite fica um pouco frio. Sempre chove de noite, não se chama floresta de chuvas por nada. Tem muitos mosquitos e é preciso usar repelente. Preste atenção nos insetos. Nos primeiros dias que cheguei, tinha impressão que tudo naquela floresta queria me comer. Me avisaram para não encostar e não abraçar as árvores, para minha decepção. Falam que aqui se encosta em árvore e os cupins lhe comem. Vai ficar bem se usar repelente. Mesmo assim, não abrace as árvores e não ande descalço. Pode ser perigoso por causa de infecção. Se acha que isso não é muito grave e que seguramente pode ficar bem sem repelente, vai acabar com as pernas cheias de mordidas de mosquitos e de mutucas… como eu.
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A comida na Bahia é muito gostosa. Para café de manha tínhamos pãozinhos com manteiga muito gostosa que simplesmente derrete na boca e muita fruta. A base de almoço é ainda arroz com feijão, mas têm muitas combinações de frutas e vegetais como acompanhamento. Na Bahia tem a combinação perfeita do sabor doce e salgado com fruta e batata doce que vão muito bem com arroz e feijão. A muqueca, o peixe, a carne, é tudo preparado perfeitamente. Até mesmo nessa vila existe restaurante com comida por quilo.
Deve evitar as pizzarias no Brasil, mas se sente saudade da comida europeia, aqui pode achar uma ótima pizzaria que oferece a verdadeira pizza italiana. De noite todo mundo gosta de comer tapioca. Algo parecido com “palačinka” na Sérvia, mas feita de farinha de mandioca, com recheio salgado ou doce. Pode escolher a deliciosa comida vegetariana no restaurante local. Se não come pimenta, não merece o molho maravilhoso feito de pimentas quentes no azeite. Tem níveis diferentes e todo mundo come pimenta. Não seja estrangeiro. Há também o açaí muito saudável. Para beber é normalmente suco natural, cerveja e caipirinha.
Tem pousadas na mata ou do lado do mar. A cidade grande que fica mais perto é Ilhéus que também tem aeroporto. Serra Grande tem mirante que dizem é o mirante mais bonito na Bahia. A hospitalidade nessa pequena vila é incrível. Aqui passei a véspera de ano novo na praia, todo mundo de branco perto do mar. E depois muita comida de novo, se pode imaginar. Não precisa muito tempo para achar amigos ou “admiradores”, quase que basta aparecer. Mas, pode ser que a cachaça feita em casa que trouxe comigo da Sérvia ajudou um pouco.
Todos nos convidam para visitar suas casas. Nos levam a todo lugar, para praia, para cidade, para eventos. Se está lá, está com eles. Os dias passávamos no Barracão sempre nas atividades ou na praia. De noite passeávamos até a praça onde começava a vida noturna na rua ou a festa na pizzaria.
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O ambiente e o jeito de viver nos conquistam tanto que logo começamos a sentir como se sempre estivessemos lá.
Texto e fotos: Aleksandra Minić
Publicado no blog: www.utiscisaputovanja.com

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